Por que acontecem tantos males no mundo?



Certa vez minha mãe me confidenciou algo que não entendia: “Por que ainda existem tantas pessoas passando fome no mundo? Por que ainda existem guerras, pessoas morrendo? Não existe a ONU, Unesco, Unicef, todas essas instituições? Então por que tudo permanece como está?” À época eu não tinha o conhecimento que possuo hoje, então não tive uma resposta para dar. Porém, a mesma dúvida de minha mãe era a minha, e de certo, é a de muitas pessoas.

A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, em substituição à Liga das Nações, logo após a Segunda Guerra Mundial. É formada por subdivisões que tratam de assuntos mais específicos, como Unesco (Educação e Cultura), OMS (Saúde) e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Com pastas variadas para tratar de assuntos tão importantes, não seria lógico que os problemas fossem amenizados ao invés de piorarem?

O que a maioria não sabe é que a ONU não foi criada para resolver problemas: ela é o problema. E nas linhas a seguir tratarei de explicar as razões.

Para começar, desde os primórdios da criação da organização, os secretários-gerais são ligados à ala progressista. O escritor David Allen Rivera, em sua obra “Final warning” explica:

Trygve Lie, o primeiro secretário-geral oficial da ONU, foi membro elevado do Partido Trabalhista Social Democrático da Noruega, uma espécie de ramificação da Terceira Comunista Internacional. Dag Hammarmskjold, o segundo secretário-geral, foi um socialista sueco, que abertamente defendia políticos comunistas, e U Thant, o terceiro secretário-geral-, era marxista.”

Este último, U Thant, defendia uma nova ordem mundial para a “sobrevivência da humanidade”:

Os federalistas mundiais têm diante de nós a visão de uma humanidade unificada vivendo em paz sob uma ordem mundial justa. O coração de seu programa – um mundo sob a lei - é realista e alcançável.” (citado por Tom Hudgens na obra “Let’s abolish war”)
Pela primeira vez na história da humanidade, nos encontramos presos em uma crise mundial crescente que engloba tanto os países desenvolvidos quanto os países em via de desenvolvimento (...)Torna-se evidente que se as tendências atuais se prolongarem, a vida na Terra poderá estar ameaçada.”

Uma das “tendências” a que Thant se refere é a “superpopulação”. Desde os primeiros relatórios e conferências acerca do meio ambiente (chancelados pela ONU), o objetivo era explanar ao mundo que a “superpopulação” seria uma das principais causas do desequilíbrio ambiental. E para diminuir o índice populacional, a elite mundial não tem vergonha alguma de dizer que é necessário matar para atingir tal “equilíbrio”.

Nenhum objetivo é mais crucial do que este (redução populacional) para remediar a crise ambiental (...)” (Relatório “Limite ao crescimento”, produzido pelo Clube de Roma)

Eis o que Jacques Yves Cousteau, cineasta, oceanógrafo e inventor, disse em uma entrevista para a revista mensal da Unesco, “Unesco Courrier”, em novembro de 1991:

Todo mundo está convencido disto: o crescimento da população não pode continuar assim, anarquicamente, de um modo canceroso (...) é terrível dizer. Mas é preciso que a população mundial se estabilize, e para isso será necessário eliminar 350.000 homens por dia.”

O escritor Pascal Bernardin, em sua magnífica obra “O Império ecológico”, tenta responder àquela pergunta do início do artigo:

O mito da superpopulação facilita, então, os caminhos tomados pelos demônios dos quais a humanidade não tem aprendido a se defender: aborto, eugenia e eutanásia

E nesta lista, incluo a fome.

Em 2008, o professor do Departamento de Ciência Política da Universidade do Havaí, George Kent, publicou um artigo interessante no site oficial da ONU, intitulado “Os benefícios da fome mundial”. Eis como o dito professor inicia sua dissertação:

Às vezes falamos da fome no mundo como se fosse um flagelo que todos queremos ver abolido, encarando-a como comparável à peste ou à sida. Mas essa visão ingênua nos impede de entender o que causa e sustenta a fome. A fome tem um grande valor positivo para muitas pessoas. Na verdade, é fundamental para o funcionamento da economia mundial. As pessoas famintas são as mais produtivas, especialmente onde há necessidade de trabalho manual.”

E por que este artigo é interessante? Porque ele, assim como a citação de Pascal Bernardin, responde ao questionamento que abre este artigo: não há inter