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A Rocha


Rocha

A palavra ROCHA integra o meu sobrenome. Durante o ultimo mês, refleti sobre isso, após uma noite em que essa ideia fixa, de escrever sobre A Rocha, não me saia da cabeça. A princípio, entendi que era porque eu deveria render um tributo à minha família paterna, de quem herdei-o. Mas então, um acontecimento me fez perceber a razão verdadeira…

Tenho me aproximado muito de Deus. Seja indo à missa, rezando pela manhã e à noite, ou tentando compreender que é preciso confiar na Sua vontade, todos os dias vou percebendo “pequenos milagres”, os quais me passavam desapercebidos antes.

E a revelação sobre o pensamento obsessivo a respeito desse tema, me veio por um salmo da bíblia, que me foi enviado pela minha nora – o Salmo 28 – “a ti clamarei, ó Senhor, Rocha minha…” assim se inicia. Assim mesmo, com a palavra Rocha em maiúsculas, tal como eu havia pensado nela, durante a madrugada.

A mensagem mais forte que se depreende deste salmo é a de que Deus é nossa força e nosso escudo. Logo, devemos confiar e entregar nossas angústias e aflições em suas mãos. Igualmente nossas alegrias e vitórias. Portanto, quando eu pensei n’A Rocha, não era sobre o meu nome de família que meu inconsciente falava, mas sim sobre Deus.

Assim como esta, muitas outras provas tenho recebido. Deus se manifesta para nós por palavras, pessoas e acontecimentos. Se estivermos atentos, perceberemos, em meio a nossa atribulada rotina, o que Ele quer nos mostrar.

Eu nunca fui muito católica, não praticava a religião, não ia à missa, rezava de qualquer jeito por dois minutos, na hora de dormir. Porém, a adoção de alguns hábitos diários tem feito de mim uma pessoa mais paciente, menos ansiosa, mais sábia. A oração, por si só, pode fazer maravilhas por nós, aprimorando nossas virtudes e transformando-nos em criaturas melhores.

Essa é a primeira vez que vivo a Quaresma, fazendo exames de consciência diários, dedicando um tempo de meus dias à oração, indo à missa e buscando fazer compromissos pessoais de aprimoramento, em comportamentos que me incomodavam e que eu precisava modificar.

Tenho dormido melhor, me sentido mais conectada e mais presente em tudo que faço, buscando evoluir e entender o que Deus espera de mim. É fácil: evidente que não. Os desafios são inúmeros. Mas esse é o depoimento de alguém que nunca se preocupou com nada disso, mas percebe maravilhas em sua vida, pela adoção de uma nova atitude.

Desejo a todos uma reflexão sobre a Páscoa, a presença de Deus em suas vidas e o que Ele quer de cada um de nós. Na medida em que vamos cortando na própria carne, removendo o véu e percebendo o que é possível fazer diferente, um mundo novo se descortina para nós.

A Rocha, a fortaleza de minha vida, muito embora o meu sobrenome sinalize isso, não está em mim, mas vem do Alto, pois Deus me ama e me protege de todo mal.


Artigo publicado na Revista Conhecimento & Cidadania Vol. III N.° 40 - ISSN 2764-3867

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